terça-feira, 26 de agosto de 2008

LÍDER INDÍGENA TRUKÁ É ASSASSINADO EM PERNAMBUCO


"A Luz Protetora"

Dentro do repertório mitológico do povo Truká, há um mito em especial pelo qual Mozeni sempre demonstrava grande emoção ao relatar, o mito da Luz que Anda. Contam os mais velhos, que desde muito tempo ela percorre o Território Sagrado da Ilha da Assunção, é a Luz Protetora, junto à qual Mozeni se encontra agora.
Mozeni Araújo de Sá, 36 anos, liderança do povo Truká. Foi assassinado na tarde de do dia 23 de agosto, o crime aconteceu na cidade de Cabrobó, localizada no sertão de Pernambuco. Mozeni estava acompanhado por seu filho, adolescente de 13 anos. No local do crime havia outros indígenas, todos foram surpreendidos pelo assassino que já chegou atirando contra a vítima.
Mozeni, ainda muito jovem, assumiu papel de destaque dentro da luta de seu povo. Por seu carisma, grande capacidade de argumentação e mobilização das comunidades, sempre esteve sob ameaça dos invasores da terra indígena e seus aliados políticos da região. A partir do ano de 1994, juntamente com outras lideranças jovens, empenhou-se no processo de expulsão dos invasores do território tradicional Truká, localizado na Ilha da Assunção, no Rio São Francisco, correspondente a 6.500 hectares. Desde então, a violência contra os Truká foi se intensificando. No rol dos agressores incluem-se fazendeiros, pistoleiros e policiais militares. Infelizmente a impunidade tem sido grande aliada dos assassinos das lideranças Truká.
Mozeni estava concorrendo a uma vaga de vereador na Câmara Municipal de Cabrobó, pelo Partido dos Trabalhadores com grandes possibilidades de ser eleito. Este fato deve ter provocado ainda mais a fúria dos inimigos de seu povo. No dia anterior ao seu assassinato, todo o povo Truká havia participado de uma grande festa de lançamento do livro NO REINO DA ASSUNÇÃO, REINA TRUKÁ, uma obra de produção coletiva, que narra toda a trajetória de lutas do povo desde a chegada dos invasores às suas terras. O livro exalta a bravura Truká e reverencia a memória de seus guerreiros e guerreiras que tombaram lutando, sobretudo, registra as grandes vitórias deste povo guerreiro nas lutas pela RETOMADA de seu território tradicional.
Pelo fim da impunidade em nosso país!
Que a Luz Protetora de Mozeni nos ilumine!
Hortolândia, 26 de agosto de 2008.

Fonte: CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO – CIMI E PARTIDO DOS TRABALHADORES.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Um pouco de Cultura...

Segundo país do mundo a adotar selos foi o Brasil

O Brasil destaca-se na história dos serviços postais por ter sido o segundo país do mundo a emitir selos. O primeiro foi a Inglaterra. Em 1840, o governo britânico emitiu o selo de um penny, valor da menor moeda britânica em circulação. Trazia a efígie da Rainha Vitória. O selo brasileiro começou a circular dois anos depois, por determinação do imperador Pedro II. Tinha o nome de olho-de-boi. Foi emitido com os valores de 30, 60 ou 90 réis, conforme se destinasse a selar correspondência para a mesma cidade, o país ou o exterior.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Com Lula, índice de desigualdade tem redução de 7%

A desigualdade da renda do trabalho no Brasil, medida pelo Índice de Gini, teve queda de quase 7% entre o quarto trimestre de 2002 e o primeiro trimestre de 2008, mostra levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência da República.

O Índice de Gini entre os assalariados no Brasil passou de 0,538 no segundo trimestre de 2002 para 0,503 no quarto trimestre de 2007. A melhora, segundo o Ipea, se deu porque a recuperação da renda dos mais pobres foi quase cinco vezes maior que a recuperação da renda dos mais ricos.

Em 2005, enquanto a renda média da população subiu 1,6% em relação ao ano anterior, a renda dos 10% mais pobres subiu 7,5%, enquanto a renda do segundo grupo de 10% da população (da menor para a maior renda) subiu 6,5%. Já a renda dos 10% mais ricos subiu apenas 0,9%.

Situação similar aconteceu em 2007, quando a renda média teve alta de 3,2%. Já os 10% mais pobres tiveram ganhos de 9,4%, assim como o segundo grupo. Já os 10% mais ricos viram sua renda aumentar 2,6%.

Outro dado que mostra a redução da desigualdade é que, segundo o estudo, em 2003 a renda dos 10% mais ricos era 27,3 vezes maior que os 10% mais pobres. Em 2007, essa relação foi para 23,5, uma queda de 13,9%.

O índice de Gini mede a desigualdade de um país e varia de 0 a 1; quanto mais perto de 1, maior a desigualdade; quando mais perto de zero, menor a desigualdade. Apesar do avanço, o Brasil precisa melhorar muito. "Enquanto não chegar a 0,45, isso significa que ainda estamos na desigualdade extrema", afirmou o presidente do Ipea, Márcio Pochmann.

Segundo ele, a previsão é de que o Índice chegue a 0,496 em 2009 e a 0,490 em 2010.

Programas sociais
Segundo Pochmann, a redução da desigualdade se deve aos programas de transferência de renda e ao salário mínimo. "O Brasil está diante de um cenário que aponta para a redução da desigualdade, mas ainda precisa aplicar outras medidas para manter a tendência", disse Pochmann, que mencionou como exemplo as políticas tributárias progressivas.

Sobre o projeto de reforma tributária em discussão no Congresso, ele disse que "é um avanço, mas ainda é tímido em relação à justiça tributária".

Participação no PIB

O Ipea destaca que a elevação da participação da renda do trabalho no Produto Interno Bruto (PIB) não foi suficiente para compensar as perdas dos anos 1990, durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. "Os trabalhadores perderam participação em favor do capital, piorando o quadro já alarmante de péssima distribuição de renda e pouco valor dado ao trabalho no País", diz o instituto.

O Ipea fez a comparação trimestral entre 2002 e 2008 por décimos da população, ou seja, valores de renda desde os 10% mais pobres até os 10% mais ricos. O levantamento foi feito a partir dos dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE.

fonte:http://www.vaccarezza.com.br/noticias_exibir.asp?noticia_id=2557

terça-feira, 24 de junho de 2008

Artigo


CAIO AUGUSTO DE ANDRADE,
31 Padre Hortolândia

Estamos em um ano político. Em outubro, vamos escolher prefeito e os vereadores de nossa cidade. E há muita dúvida quanto à participação dos cristãos e das igrejas nesse processo de escolha. Uns dizem que devem votar nos candidatos de sua igreja. Outros falam que ninguém devem se envolver, porque é coisa do mundo. Mas, a final de conta, como deve ser a participação dos cristãos no processo de escolha dos candidatos?
Diz um ditado popular que religião, política e futebol não se discute. Cada um tem o seu palpite e sua opinião. Esse ditado é perigoso na hora de escolher os candidatos, pois funciona como uma tapa que os agricultores antigamente colocavam na cabeça do burro para arar a terra. Ela reduz o horizonte de visão do burro para que ele não saia do caminho que o agricultor quer. Não querer discutir sobre política na hora de escolher os candidatos é fechar os olhos para tantos candidatos sem propósito e interesseiros da última hora. Por isso, é urgente discutir sobre política, para que os nossos cidadãos não elejam os mesmos candidatos envolvidos em corrupção.
Essa discussão é uma tarefa de todo cidadão e, principalmente, de toda a igreja cristã que quer ser fiel a Jesus Cristo. Nos Evangelhos, a fé não se separa da política. Logo após de perceber as ambições políticas dos filhos de Zebedeu, Jesus diz aos discípulos: “Sabeis que os governadores das nações as dominam e os grandes as tiranizam. Entre vós não deverá ser assim. Ao contrário, aquele que quiser tornar-se grande entre vós seja aquele que serve” (Mt 20,25-26). Essas palavras orientam os cristãos para não escolher governantes que, preocupando-se só com seus interesses ou de sua igreja, dominem e tiranizem o povo. Os governantes cristãos não devem ser assim. Devem ser servidores que fazem tudo, sem interesses próprios.
A participação das igrejas cristãs na política não deve ser corporativista. Ou seja, a igreja de bispo fulano vota no fulano. A igreja do pastor beltrano vota no beltrano. A igreja do fiel sicrano vota no sicrano. O corporativismo visa só o interesse de um pequeno grupo que tiraniza e oprime a grande massa. As igrejas não podem se tornar um curral eleitoral, como tem sido a prática ultimamente. No dia 20 de julho 2006, a CPI das Sanguessugas divulgou uma lista com o nome de 56 deputados e de um senador que estão sendo investigados. Entre os suspeitos, 19 parlamentares são da bancada evangélica que foram eleitos por suas igrejas.
A participação das igrejas cristãs na política também não deve ser partidária. Elas não devem assumir partido político. Nessa questão, elas devem ser neutras. Mas devem empenhar-se na luta geral pela justiça, ajudando a purificar a razão e formar a consciência das pessoas. O papa Bento XVI assinala: “A Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política (...) não pode nem deve se colocar no lugar do Estado. Mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça. Deve inserir-se nela pela via da argumentação racional e deve despertar as forças espirituais, sem as quais a justiça, que sempre requer renúncias também, não poderá firmar-se nem prosperar” (Deus caritas est, n. 28).
A fé e a política não são duas dimensões totalmente separadas e alheias. Elas caminham justas, são inseparáveis. A doutrina social da igreja Católica mostra que a ação política de seus fiéis tem que visar, em primeiro lugar, a dignidade do ser humano, criada à imagem e semelhança de Deus e, em seguida, tem que buscar do bem comum e não o interesse de um indivíduo ou de um grupo.
Artigo Publicado no Jornal TodoDia 23/06/08

domingo, 22 de junho de 2008

Aitivdades Culturais

UNASP Campus Hortolândia
O nosso Centro Universitário de que tanto nos orgulhamos, é aliado nosso no Projeto Biodíesel. Além de ajudar na coleta de óleo de cozinha, também está recebendo baterias usadas para dar o destino apropriado deste material. O IASP, Lugar de gente feliz, agradece sua participação. Os postos de coleta são: Portaria do IASP e Prédio Escolar. Maiores informações: (19) 2118-8000

Secretaria de Educação é junina
Junho é tudo de bom. Tem cural, pipoca, bolo de fubá, pamonha, milho cozido, chá quente, bandeirolas, roupa caipira e pintura. É com tudo isso que vêm as EMEIs. Estão envolvidos nessa fusaca toda um time forte. Espia: Diretoras, coordenadoras professoras e Recreacionistas. Tudo sob a batuta da gerência de Divisão de Divisão Infantil. Será uma festança danada. "Vamu cumê mii gente e esquentá do frii"! Pega a sua blusa xadrez de lã, é bem melhor!Informações para os dias e horários, consulte o site: www.hotolandia.sp.gov.br/portaleduc ou (19) 3897-8400, ramal 238, com a Loudes.

fonte:Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer - Hortolândia

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Artigo

CAIO AUGUSTO DE ANDRADE,
31 Padre Hortolândia

Em outubro de 2008, vão acontecer em todo Brasil eleições para prefeitos e vereadores. Dessa forma, queremos apontar alguns critérios bíblicos a partir dos quais os cristãos católicos e outros cidadãos com consciência possam prudentemente escolher seus candidatos e não anular o seu voto. No período das eleições, virão às nossas igrejas candidatos muito bem aparentados, demonstrando santidade e temor a Deus. Tomemos cuidado! Muitos são falsos profetas: eles vêm vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes (cf. Mt 1,15). Fazem discursos bonitos de mudança de vida e de conversão e chamam Jesus, dizendo: Senhor, Senhor. Mas é tudo aparência. O lobo pode trocar de pele, mas não pode mudar a sua natureza.

Os eleitores não podem deixar-se enganar pelas aparências ou pelos discursos eloqüentes. Eles têm que olhar mais além. Devem ter senso crítico e ver os frutos dos candidatos. Pelos frutos conheceremos a árvore (cf. Lc 6,44). Ver os frutos do candidato é ver sua trajetória política, percebendo se ela esteve voltada aos interesses da coletividade, se esteve ligada às necessidades reais da população e se houve transparência na sua gestão. É importante ver nos candidatos quem são eles, sua origem política, o que já realizaram em prol da população, qual é a sua história, quais são suas propostas, se estão vinculadas ao programa de um partido, ou se estão atreladas apenas a grupos de interesses financeiros.

O Salmo 72 (71) descreve o governante ideal: ele livra o pobre que pede auxílio, o oprimido que não tem protetor; tem piedade do pobre e desvalido e salva a vida do pobre (cf. Sl 72,12-13). O verdadeiro governante cristão segue o projeto de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Então, este é o primeiro e mais importante dos critérios para votar em um candidato: sua posição em relação à defesa da dignidade da pessoa humana e da vida, em todas as suas manifestações, desde a sua concepção até o seu fim natural com a morte.

Nos livros de Samuel, o modelo de governante é o rei Davi. Ele é submisso a Deus e não mata o seu inimigo Saul, o ungido por Deus (cf. 1Sm 26,9-10). Aceita a correção do profeta Natã quando ele peca (cf. 2Sm 12,1-15). A partir desse modelo de governante, podemos ter os critérios indicadores de verdadeiras motivações dos candidatos (mesmo quando eles se consideram ateus): a honestidade e a competência demonstradas pelos serviços prestados com transparência administrativa e financeira.

Assim, colocamos os seguintes critérios para a escolha dos candidatos: respeito ao pluralismo cultural e religioso; comportamento ético dos candidatos; e defesa da vida, da família e da liberdade de iniciativa no campo da educação, da saúde e da ação social, em parceria com as organizações comunitárias. Consideramos qualidades imprescindíveis para os candidatos a honestidade, competência, transparência, vontade de servir ao bem comum, comprovada por seu histórico de vida. Para tanto, reafirmamos o Documento de Aparecida ao “apoiar a participação da sociedade civil para reorientação e conseqüente reabilitação ética da política” (n. 406).


Artigo Publicado pelo Jornal TodoDia 16/06/2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

I Conferência da Pessoa com Deficiência de Hortolândia

No último dia 05 de junho, O Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência,realizou nesta casa de Leis a I Conferência Municipal da Pessoa comDeficiência, com muito sucesso e aproximadamente 150 conferencistas. Os eixos temáticos a serem discutidos nas diversas instâncias são: saúde ereabilitação profissional, educação e trabalho e acessibilidade. Na cidade as propostas apresentadas ao final da Conferência destacam-se:Adequação dos Prédios Públicos e Comerciais para atender a legislação;readequação das calçadas em toda a cidade; Criação de órgão fiscalizadorpara inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e adescentralização do Serviço de Reabilitação Física do município.A Conferência de Hortolândia elegeu oito delegados/as, assim representados: duas da Sociedade Civil, duas de Entidades, duas do governo e duas do ConselhoMunicipal da pessoa com Deficiência para representar o município naConferência Regional que aconteceu no último dia 11 de junho, na cidade deLimeira.